O mercado de bets esportivas e jogos online segue em forte expansão no Brasil. Dados da Receita Federal mostram que as empresas regulamentadas do setor faturaram R$ 12,2 bilhões entre janeiro e abril de 2026, praticamente o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior. Com isso, a arrecadação de tributos federais alcançou R$ 4,5 bilhões, saltando de R$ 2,2 bilhões no primeiro quadrimestre de 2025.
O crescimento ocorreu após a consolidação das regras de regulamentação e tributação das chamadas bets, que passaram a operar sob um modelo mais rígido de fiscalização e licenciamento. Hoje, a carga tributária que incidente sobre as operadoras gira em torno de 37% da receita.
O avanço da arrecadação fez com que o segmento passasse a contribuir com valores semelhantes aos recolhidos por setores tradicionais da economia brasileira, como a indústria do tabaco e a agricultura, que geram aproximadamente R$ 1 bilhão por mês em tributos federais.
No ano passado, as empresas regularizadas de apostas registraram faturamento anual de R$ 36,9 bilhões, demonstrando a velocidade de crescimento do setor desde a criação das regras definitivas para operação no país.
Atualmente, o Ministério da Fazenda já autorizou o funcionamento de 85 licenças, permitindo a operação de 187 plataformas de apostas em território nacional.
Um levantamento da consultoria H2 Gambling Capital aponta que as dez maiores marcas responderam por quase 69% do faturamento do setor em 2025, concentrando em poucas empresas.
Além da arrecadação tributária, as operadoras vêm ampliando investimentos em publicidade, marketing e patrocínios esportivos, especialmente no futebol brasileiro.
Segundo dados do Ministério da Fazenda, cerca de 25 milhões de CPFs registraram movimentações em plataformas de apostas online, acima dos 17 milhões identificados no ano anterior.
O crescimento da base de usuários reforça a relevância econômica do setor, mas também mantém o debate sobre os impactos sociais das apostas. Especialistas alertam para riscos relacionados ao superendividamento e à dependência comportamental, principalmente entre consumidores de baixa renda.
Apesar da expansão das empresas licenciadas, o mercado paralelo continua sendo uma preocupação para o governo e para as operadoras regularizadas. Estimativas apontam que plataformas sem autorização ainda representam uma parcela significativa das apostas realizadas no país.
O setor defende o fortalecimento da fiscalização para reduzir a concorrência irregular e ampliar a arrecadação tributária, enquanto o governo busca consolidar a regulamentação e aumentar o controle sobre as operações digitais.
Com faturamento em alta, maior arrecadação e uma base crescente de usuários, as apostas online se consolidam como um dos segmentos de maior crescimento da economia digital brasileira em 2026.
Com informações da Agência Gov e Folha de São Paulo
Publicado por Sâmara Azevedo
Jornalista Portal Contabeis
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